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S&P 500: analista antecipa queda no verão antes de crash maior no

Cowen sustenta a projeção numa fractal S&P/M2 ao estilo de 1996 que já estaria atrasada: primeiro uma correção ligeira em junho-julho, depois uma queda maior no terceiro trimestre — e o Bitcoin está posicionado para cair mais do que as ações em…

Benjamin Cowen, o analista por trás do canal "Into The Cryptoverse", está a mapear uma correção em duas etapas para o S&P 500 no segundo semestre de 2026, ancorada numa fractal S&P-versus-M2 que ele assinalou pela primeira vez em fevereiro. Na altura, previu uma queda de 10% perto do topo do final de janeiro / início de fevereiro; o índice entregou algo próximo disso, e Cowen diz que a próxima etapa do padrão aponta agora para uma correção de verão mais pequena na janela de junho-julho, seguida de um movimento maior de descida a começar por volta de setembro.

Porque é que importa

A tese assenta em sobrepor o S&P ao agregado monetário M2 e observar como se resolve um padrão ao estilo de 1996. Cowen sublinha que a fractal não é destino — admite explicitamente uma fuga em alta que "decepe os ursos" antes de qualquer queda real — mas argumenta que, se a cadência histórica se mantiver, os anos de meio de mandato têm por hábito produzir múltiplas correções: um tombo no primeiro trimestre, uma recuperação e depois uma perna de descida no terceiro ou quarto trimestre. Cita 2018 e 2022 como os análogos mais nítidos, ambos com uma queda na primeira metade do ano, um ressalto para o verão e uma segunda descida, mais profunda, no outono.

O enquadramento macro apoia a leitura cautelosa, mas só até certo ponto. Os pedidos iniciais de subsídio de desemprego e os dados de despedimentos continuam baixos, e Cowen nota que o mapa dos estados com desemprego crescente ainda tem "bolsas de otimismo" — nada perto do brilho generalizado pelo país que precedeu recessões anteriores. O mercado, na sua leitura, continua a subir o muro da preocupação porque ainda não lhe foi dada razão suficiente para não o fazer.

Impacto no mercado

A implicação cross-asset é onde a projeção fica mais incisiva. Cowen defende que o Bitcoin está mais acima na curva de risco do que em qualquer momento desde 2022, o que significa que deixou de participar nos rallies do S&P com a mesma força, mas absorve mais violentamente as vendas em ações. Na sua leitura de 2018 e 2022, a segunda perna de descida do $BTC foi mais profunda do que a primeira, mesmo quando a segunda perna do S&P foi mais ligeira. Se o S&P marcar topo em setembro nesta fractal, Cowen espera que o Bitcoin atinja o seu mínimo mais cedo — possivelmente já em outubro — porque reage ao mesmo choque macro com mais delta.

Em termos de posicionamento, Cowen é explícito ao dizer que continua long em fundos de índice, mais bullish em internacional do que nos EUA, e não está a negociar ativamente a tese. Enquadra a diversificação entre metais, ações e crypto como a cobertura estrutural para um ano de meio de mandato, reconhecendo que estar totalmente alocado em crypto face a este tipo de configuração sazonal "tende a não correr muito bem".

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Perguntas frequentes

  1. O que é a fractal S&P 500 / M2 que Cowen está a usar?

    Cowen sobrepõe o S&P 500 ao agregado monetário M2 e observa como se resolve um padrão ao estilo de 1996. A correção de 2023 alinhou-se com uma queda de cerca de 10% em 1997, à qual se seguiu uma queda de 20%; o próximo passo no padrão seria novo recuo de cerca de 10%.

  2. Quando é que Cowen espera que comece a próxima queda do S&P 500?

    Espera uma correção mais pequena na janela junho-julho, seguida de uma perna maior de descida a começar por volta de setembro, replicando a cadência de múltiplas quedas vista em anos de meio de mandato como 2018 e 2022.

  3. Porque cairia o Bitcoin mais do que o S&P 500 neste cenário?

    Cowen defende que o Bitcoin está mais acima na curva de risco do que em qualquer momento desde 2022. Deixou de participar nos rallies acionistas com a mesma força, mas absorve mais violentamente as vendas em ações — em 2018 e 2022, a segunda perna de descida do $BTC foi mais profunda do que a primeira.

  4. Está Cowen a negociar ativamente a tese do S&P 500?

    Não. É explícito ao dizer que continua long em fundos de índice, mais construtivo em internacional do que nos EUA, e não está a negociar ativamente a projeção. Enquadra-a como "especulação duvidosa" usada para posicionar uma carteira diversificada.

  5. O que invalidaria a tese da fractal?

    Uma fuga em alta do padrão S&P/M2 — o índice subir com força suficiente para "decepar os ursos" antes de qualquer queda maior. Cowen admite esse desfecho e diz que a fractal não é destino.

Atribuição da fonte
Agregado de Benjamin Cowen · Verificado · Última atualização há 47d
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