A SpaceX divulgou participações de 18.712 bitcoin com um valor justo de 1,29 mil milhões de dólares a 31 de março, na sua declaração de registo S-1 entregue à SEC, confirmando planos para uma oferta pública inicial prevista para o próximo mês, a uma valorização reportada superior a 1,5 biliões de dólares. A documentação dá aos investidores a primeira visão detalhada do interior de uma das empresas privadas mais valiosas do mundo e apresenta a SpaceX como mais um grande detentor corporativo de BTC, ao lado da Strategy, da Tesla e de um pequeno grupo de outras tesourarias de empresas cotadas.
O custo de aquisição dessas participações é de 661 milhões de dólares, o que significa que a posição apresenta cerca de 628 milhões de dólares de ganhos não realizados ao valor justo. Ao preço atual de 77.526 dólares, a reserva valeria cerca de 1,45 mil milhões de dólares — já acima da marca divulgada a 31 de março, e qualquer movimento sustentado de subida eleva o valor implícito antes de as ações sequer começarem a ser negociadas. Os 18.712 BTC valiam também 1,637 mil milhões de dólares no final de 2025, pelo que o S-1 capta uma queda entre o final do ano e o final do trimestre que a documentação deixa por explicar.
Por que razão é relevante
A divulgação junta a SpaceX a uma lista muito restrita de tesourarias corporativas de BTC avaliadas em vários milhares de milhões de dólares. A Strategy continua a liderar o grupo com 843.738 BTC; a Tesla, a outra empresa cotada de Musk, detém 11.509 BTC. Os 18.712 da SpaceX ficam entre as duas em dimensão, mas o enquadramento é diferente — trata-se de uma posição de uma empresa privada prestes a ser marcada ao mercado numa documentação de empresa cotada, colocando as participações diante de cada investidor institucional que receba atribuição na listagem.
O sinal mais amplo é que a alocação de cripto em tesourarias corporativas migrou de uma história centrada na Tesla e na MicroStrategy para uma categoria mais alargada, que inclui operadores de infraestruturas pesadas. A receita da SpaceX cresceu para 18,7 mil milhões de dólares em 2025, face a 14 mil milhões em 2024, segundo a documentação, dando-lhe um balanço suficientemente grande para absorver a volatilidade do BTC sem que isso represente um risco estratégico. Esse enquadramento importa para os allocators que decidem se a posição é uma reserva estratégica de tesouraria ou uma aposta oportunista — a dimensão e o cash flow apontam para a primeira hipótese.
Perguntas frequentes
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Quanto bitcoin detém a SpaceX?
A SpaceX divulgou 18.712 bitcoin na sua declaração de registo S-1, com um valor justo de 1,29 mil milhões de dólares a 31 de março e um custo de aquisição de 661 milhões de dólares. Ao preço spot então em vigor, de 77.526 dólares, a posição valeria cerca de 1,45 mil milhões de dólares.
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Onde se posiciona a SpaceX entre os detentores corporativos de bitcoin?
Os 18.712 BTC da SpaceX colocam-na atrás da Strategy, que detém 843.738 BTC, e à frente da Tesla, que detém 11.509 BTC. É uma das poucas empresas com uma posição em bitcoin de nove dígitos em dólares divulgada num balanço corporativo.
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Que valorização visa a SpaceX para o seu IPO?
As informações indicam que a SpaceX procura uma valorização superior a 1,5 biliões de dólares, com algumas fontes a apontar mesmo para 2 biliões. No limite superior, a listagem poderia ultrapassar a estreia da Saudi Aramco em 2020 como o maior IPO de sempre.
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As participações em bitcoin da SpaceX vão afetar a avaliação do IPO ou a inclusão em índices?
A reserva em BTC é divulgada, mas não é o motor principal da tese do IPO; a receita de 18,7 mil milhões de dólares em 2025 e o cash flow da Starlink é que o são. Para a inclusão em índices, os fundos passivos que ponderem a SpaceX a uma capitalização de 1,5 biliões de dólares ou mais tratarão a posição em BTC como…
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Está a SpaceX a comprar mais bitcoin antes do IPO?
O S-1 não indica novas compras. O valor de 18.712 BTC é uma divulgação estática das participações existentes a 31 de março, pelo que a leitura de curto prazo para o mercado de BTC é incremental — a SpaceX está a divulgar o que já detém, e não a aumentar a posição antes da listagem.
CoinDesk