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Texas processa Netflix por recolha de dados sem consentimento

A ação judicial segue um padrão de fiscalizações estaduais à privacidade de dados contra as grandes tecnológicas — e o Texas está a atribuir um valor em dólares à prática que, segundo afirma, a Netflix monetizou durante anos.

Texas processa Netflix por recolha de dados sem consentimento
Texas processa Netflix por recolha de dados sem consentimento
Texas processa Netflix por recolha de dados sem consentimento

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, processou a Netflix na segunda-feira, alegando que a empresa de streaming recolheu dados dos utilizadores sem consentimento e concebeu a sua plataforma para ser viciante. A queixa acusa a Netflix de ter dito aos consumidores que não recolhia nem partilhava dados de visualização, fazendo exatamente o contrário, e de ter depois passado essa informação a corretores de dados e empresas de ad-tech.

Por que é relevante

O Texas estima que as práticas contestadas geraram milhares de milhões de dólares por ano para a Netflix. O caso surge em paralelo com uma vaga de ações de fiscalização da privacidade de dados a nível estadual contra as grandes tecnológicas, e o gabinete de Paxton tem um historial de intentar ações de defesa do consumidor contra grandes plataformas.

Impacto no mercado

A atenção dos investidores vai voltar-se para potenciais custos de acordo, eventuais alterações operacionais que a Netflix seja forçada a fazer nos seus sistemas de recomendação e ad-tech, e para a possibilidade de outros estados avançarem com ações paralelas. A queixa acrescenta mais uma pressão de conformidade a um setor de streaming que já se está a adaptar a regimes de privacidade em evolução nos EUA e na UE.

Perguntas frequentes

  1. Porque é que o Texas está a processar a Netflix?

    O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, alega que a Netflix recolheu dados dos utilizadores sem consentimento e os partilhou com corretores de dados e empresas de ad-tech, ao mesmo tempo que afirmava aos consumidores que não acompanhava hábitos de visualização.

  2. O que é que o Texas alega que a Netflix fez de errado?

    A queixa acusa a Netflix de ter dito falsamente aos consumidores que não recolhia nem partilhava dados de visualização, enquanto acompanhava hábitos e preferências, passando depois essa informação a corretores de dados e empresas de ad-tech.

  3. Quanto dinheiro é que o Texas diz que a Netflix ganhou com a prática?

    O Texas estima que as práticas de dados contestadas geraram milhares de milhões de dólares por ano para a Netflix, embora a ação judicial não especifique um valor exato.

  4. Poderão outros estados processar a Netflix a seguir?

    O caso surge no meio de uma vaga de fiscalizações estaduais à privacidade de dados contra as grandes tecnológicas. A decisão de outros procuradores-gerais avançarem com ações paralelas costuma ficar mais clara nas semanas seguintes à ação inicial.

  5. A que está a Netflix exposta no processo?

    A queixa pede remedies ao abrigo da lei de defesa do consumidor do Texas, que podem incluir sanções financeiras, medidas inibitórias que obriguem a alterações operacionais e honorários de advogado — embora a petição ainda não especifique um valor em dólares.

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Agregado de WatcherGuru · Verificado · Última atualização há 56d
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