Tom Lee, cofundador da Fundstrat, afirmou à plateia da Consensus 2026 em Miami, na quinta-feira, que o fecho de maio do bitcoin acima dos $76.000 poria fim de forma definitiva ao bear market das criptomoedas, argumentando que três retornos mensais positivos consecutivos nunca se tinham registado dentro de uma fase de queda. Depois dos ganhos de março e abril, o $BTC valoriza cerca de 5% em maio até ao momento, com o CoinDesk Bitcoin Price Index a fechar abril nos $76.300 e o ativo a negociar-se neste momento mesmo abaixo dos $80.000. "Nunca se viu, num bear market, o bitcoin fechar em alta três meses consecutivos", disse Lee.
Porque é que isto importa
Lee enquadrou o gatilho técnico como um desbloqueio de sentimento, e não como uma decisão de avaliação: os investidores continuam psicologicamente ancorados ao último inverno cripto e estão a subestimar a força da recuperação. Ele apontou para os modelos de tendência do veterano trader John Bollinger, que viraram positivos sobre o bitcoin, e para uma correlação próxima entre as ações de software e o $BTC — um setor que a Fundstrat subiu recentemente de classificação depois de ter sido fustigado por receios de disrupção ligada à IA. Desde que as tensões entre os EUA e o Irão escalaram, as criptomoedas têm superado a maioria dos mercados tradicionais, com o ether a liderar os ganhos.
Impacto no mercado
A tese estrutural que Lee está a vender é maior do que o nível de preço. Ele argumentou que a tokenização e a finance agentic de IA são as duas megatendências que impulsionam o próximo ciclo, com as stablecoins a processarem já volumes de transações superiores aos da Visa e a Grayscale a projetar que o mercado de $300 biliões de títulos acabará por migrar para os trilhos da blockchain. As redes que capturarem uma quota significativa da atividade tokenizada capturarão o valor económico, disse ele — e as empresas financeiras nativas de cripto poderão ultrapassar os bancos tradicionais dentro de uma década. Na perspetiva de Lee, as empresas digitais nativas liquidam on-chain, eliminando a camada de processos e de pessoal que permite ao JPMorgan ganhar cerca de $60 mil milhões por ano com 300.000 colaboradores.
Perguntas frequentes
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Que nível de preço confirmaria o fim do bear market do bitcoin, segundo Tom Lee?
Lee disse que o fecho de maio do bitcoin acima dos $76.000 — um terceiro retorno mensal positivo consecutivo depois dos ganhos de março e abril — poria fim de forma definitiva ao bear market. Notou que três candles mensais verdes consecutivos nunca se tinham registado dentro de uma fase de queda.
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Onde está o bitcoin a negociar-se em relação ao limiar indicado por Lee?
O CoinDesk Bitcoin Price Index fechou abril nos $76.300, e o $BTC valoriza cerca de 5% em maio até ao momento, a negociar-se mesmo abaixo dos $80.000 — já acima do nível dos $76.000 citado por Lee, embora maio ainda não tenha fechado.
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Que duas megatendências Lee diz estarem a impulsionar o próximo ciclo cripto?
Lee apontou a tokenização — a migração de ativos como títulos e tesourarias para os trilhos da blockchain — e a finance agentic de IA, em que agentes de IA autónomos usam stablecoins e redes blockchain para mover valor sem intermediários tradicionais.
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Porque é que Lee considera que as stablecoins são centrais para a tese de finanças com IA?
Lee argumentou que os agentes de IA vão precisar de uma forma de mover valor de forma autónoma e dependerão de redes blockchain e sistemas tokenizados para o fazer. Citou os volumes de transações em stablecoins, que já superam os da Visa, como prova de que a mudança de infraestrutura já está em curso.
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Qual é a perspetiva de longo prazo de Lee sobre empresas nativas de cripto versus bancos tradicionais?
Lee disse que as empresas financeiras nativas de cripto poderão ultrapassar os bancos tradicionais na próxima década, porque eliminam a camada de processos e de pessoal que sustenta os incumbentes. Comparou os cerca de $60 mil milhões de lucros anuais projetados do JPMorgan com 300.000 colaboradores face a uma…
CoinDesk