O banco central da Tailândia vai exigir que pessoas que depositem THB 5 milhões, cerca de $150,000, ou mais em numerário comprovem a origem dos fundos, anunciou o governador do Bank of Thailand, Vitai Ratanakorn. O banco também está a trabalhar com a SEC tailandesa para analisar grandes transações com stablecoins, em particular USDT, devido a preocupações com propriedade ocultada e tentativas de contornar os canais domésticos de remessas.
Porque é importante
USDT é a principal via de liquidação em dólares no Sudeste Asiático, e o atual quadro de remessas da Tailândia já enfrenta pressão persistente de fluxos informais em stablecoins. Ao combinar uma regra direta de verificação de depósitos em numerário com uma auditoria a stablecoins, os reguladores ganham uma segunda frente para tapar fugas percecionadas no sistema formal.
Impacto no mercado
Para as mesas de over-the-counter em Banguecoque e nos principais corredores turísticos, o escrutínio incide diretamente sobre o produto com maior volume. A liquidez de USDT sediada na Tailândia deverá migrar para plataformas maiores e mais transparentes à medida que operadores mais pequenos se preparam para pedidos de documentação, enquanto uma nova ofensiva de aplicação da lei numa capital da ASEAN levanta a questão de saber se os vizinhos seguirão o mesmo caminho.
Fonte: Bank of Thailand Crackdown on 'Grey Capital' Targets Cash Deposits and Stablecoins, The Nation Editorial Team
Perguntas frequentes
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O que anunciou exatamente o Bank of Thailand sobre depósitos em numerário?
O governador Vitai Ratanakorn confirmou que pessoas que depositem THB 5 milhões ou mais em numerário terão de comprovar a origem dos fundos, numa regra dirigida a fluxos da economia paralela.
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Porque é que USDT está a ser visado especificamente pelos reguladores tailandeses?
As autoridades tailandesas dizem que USDT é a stablecoin dominante nos fluxos transfronteiriços e suspeitam que grandes transferências ocultam beneficiários efetivos e contornam canais formais de remessas.
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A Tailândia está a trabalhar com outro regulador na análise às stablecoins?
Sim. O Bank of Thailand está a coordenar a auditoria às stablecoins com a SEC da Tailândia, com foco especial em grandes transações de USDT.
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Como podem as novas regras afetar as mesas OTC de cripto na Tailândia?
Operadores OTC mais pequenos sem equipas fortes de compliance enfrentam a maior exposição a pedidos de documentação e à pressão da auditoria da SEC. A liquidez deverá migrar para plataformas maiores e mais transparentes.
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Isto pode desencadear análises semelhantes no Sudeste Asiático?
A Tailândia é um dos maiores mercados de stablecoins em dólares da ASEAN por volume de retalho. Indonésia, Vietname e Filipinas serão observados para perceber se igualam o limiar ou coordenam as suas próprias análises a stablecoins.