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Visa integra USDT para 170 milhões de cartões no Brasil

A stablecoin que supostamente iria substituir as redes de cartões está agora a circular através delas: a USDT da Tether vai ligar-se aos trilhos da Visa em todo o Brasil, o maior mercado de cartões da região.

A Visa está a integrar a USDT da Tether na sua rede de pagamentos brasileira, abrindo a maior stablecoin em circulação a cerca de 170 milhões de portadores de cartão e terminais de comerciantes em todo o país. A integração permite aos utilizadores gastar saldos em USDT em qualquer comerciante que aceite Visa, sem tocar numa exchange de criptoativos no momento da compra.

Por que razão é relevante

O Brasil é o caso de teste para o que a adoção de stablecoins parece quando a camada cripto desaparece da experiência do utilizador. A USDT já liquida milhares de milhões em valor transfronteiriço através da América Latina, mas gastá-la costumava significar converter para moeda local antes de uma compra. A rota da Visa elimina esse passo. A Tether obtém distribuição à escala da maior rede de cartões do mundo. A Visa obtém um novo ativo de liquidação para um mercado onde a procura denominada em dólares corre à frente da banca formal.

Impacto no mercado

O acordo assinala que a tese original de disrupção, a cripto a contornar os trilhos dos cartões, se inverteu em cripto a circular sobre eles. Para a $USDT, o Brasil acrescenta um corredor de consumo de alta velocidade sobre os fluxos de remessas e tesouraria já existentes. Para a Visa, valida as stablecoins como camada de liquidação em vez de concorrente. Vale a pena acompanhar anúncios semelhantes na Argentina e no México, onde a procura por dólares e a penetração de cartões seguem trajetórias próximas.

Tokens relacionados
$USDT

Perguntas frequentes

  1. O que anunciou a Visa com a Tether no Brasil?

    A Visa está a integrar a USDT da Tether na sua rede de pagamentos brasileira, permitindo que cerca de 170 milhões de portadores de cartão e comerciantes gastem saldos em USDT diretamente, sem converter antes para moeda local.

  2. Porque é que o lançamento no Brasil importa para a adoção de stablecoins?

    O Brasil combina elevada procura por poupança denominada em dólares com forte penetração de cartões. Encaminhar a USDT pela Visa elimina o passo de conversão que antes bloqueava o uso de stablecoins no ponto de venda.

  3. Isto significa que a cripto está a substituir a Visa?

    Não, o acordo inverte essa tese. As stablecoins estão agora a liquidar nos trilhos da Visa em vez de os contornar, com a Tether como camada de trilhos em dólares e a Visa a manter a relação com o comerciante.

  4. Que outros mercados latino-americanos podem seguir-se?

    A Argentina e o México são os alvos seguintes naturais. Ambos têm forte procura por poupança em dólares, corredores de remessas estabelecidos e infraestrutura de cartões comparável à do Brasil.

  5. O que significa isto para o papel da USDT nos pagamentos?

    O acordo acrescenta um corredor de consumo do dia a dia aos fluxos de remessas e tesouraria que a USDT já tem na América Latina, aprofundando a sua utilidade no mundo real para além dos pares de negociação.

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Agregado de CryptoSlate · Verificado · Última atualização há 1h
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