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AMC contesta tokens de ações lançados pela Robinhood

A distinção pode determinar se o acesso global às ações dos EUA traz novos compradores ao mercado acionista ou mantém as transações em instrumentos emitidos no estrangeiro.

AMC contesta tokens de ações lançados pela Robinhood
AMC contesta tokens de ações lançados pela Robinhood
AMC contesta tokens de ações lançados pela Robinhood
AMC contesta tokens de ações lançados pela Robinhood

A Robinhood e a AMC estão em desacordo por causa de tokens associados às ações da AMC. Adam Aron, CEO da AMC, afirma que a Robinhood tokenizou as ações sem o consentimento da empresa; Vlad Tenev, CEO da Robinhood, diz que esse consentimento não é necessário e aponta para a procura internacional por ações dos EUA. Num artigo de opinião, Aaron Kaplan, fundador da Promethum, defende que os produtos em disputa acompanham a cotação das ações, mas não conferem aos compradores dos tokens a propriedade das ações subjacentes.

Kaplan descreve os produtos como títulos de dívida emitidos por uma subsidiária da Robinhood sediada no estrangeiro. Distingue-os dos tokens que representam ações detidas no sistema de compensação dos EUA e defende que essa diferença é fundamental para os direitos dos investidores e para os mercados de capitais norte-americanos.

Porque é importante

Um instrumento sintético pode dar ao investidor exposição à cotação de uma ação sem lhe conferir direitos de acionista, incluindo dividendos e direito de voto. Kaplan defende que, depois de as ações serem compradas como garantia, as transações subsequentes entre tokens ocorrem no estrangeiro, e não nas bolsas onde as ações são negociadas. Receia que a procura internacional por empresas dos EUA cresça sem que essas transações entrem no mercado das ações subjacentes.

A distinção está a tornar-se uma questão regulatória. Kaplan afirma que a isenção para inovação da SEC, de 17 de setembro, exclui tokens sintéticos e exige que os tokens elegíveis confiram os mesmos direitos e privilégios que os valores mobiliários tradicionais. Segundo o autor, prevê também a notificação da empresa e o direito de esta se opor antes de um terceiro tokenizar as suas ações.

Impacto no mercado

A oportunidade é alargar o acesso às ações dos EUA a investidores no estrangeiro, mas a forma de o fazer importa. Kaplan prefere um modelo de gémeo digital no qual um token representa uma ação à guarda da Depository Trust Company, mantendo o ativo no sistema nacional de compensação e liquidação. Aponta para um serviço de tokenização que a DTCC planeia lançar como um caminho para esse modelo.

Para investidores e emitentes, a linha divisória é saber se um token confere propriedade ou apenas acompanha uma cotação. Um acesso mais amplo através de ações reais poderia trazer novos compradores aos mercados acionistas dos EUA; a negociação de tokens sintéticos, defende Kaplan, manteria mais dessa atividade no estrangeiro.

Perguntas frequentes

  1. O que possuem os compradores dos tokens ligados à AMC em disputa?

    Kaplan descreve os produtos como títulos de dívida emitidos por uma subsidiária da Robinhood sediada no estrangeiro. Diz que acompanham a cotação da AMC, mas não dão aos compradores a propriedade das ações subjacentes.

  2. Porque se opõe a AMC à tokenização pela Robinhood?

    Adam Aron, CEO da AMC, diz que a Robinhood tokenizou as ações da empresa sem o seu consentimento. Vlad Tenev, CEO da Robinhood, afirma que esse consentimento não é necessário.

  3. Em que difere a negociação de tokens sintéticos da negociação das ações subjacentes?

    Kaplan defende que, depois de o emitente comprar ações como garantia, as transações entre detentores de tokens ocorrem no estrangeiro, e não nas bolsas onde as ações subjacentes são negociadas.

  4. Que direitos devem conferir as ações tokenizadas elegíveis, segundo Kaplan?

    Kaplan diz que a isenção para inovação da SEC exige que os tokens elegíveis confiram os mesmos direitos e privilégios que os valores mobiliários tradicionais, incluindo dividendos e direito de voto.

  5. Qual é a alternativa de gémeo digital preferida por Kaplan?

    É um token que representa uma ação à guarda da Depository Trust Company. No modelo proposto por Kaplan, o investidor compra a ação, que permanece no sistema de compensação e liquidação dos EUA.

Atribuição da fonte
Agregado de CoinDesk · Verificado · Última atualização há 21d
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