A Reserva Federal manteve as taxas inalteradas, como os mercados esperavam, mas o analista considera que o aumento dos riscos de inflação ainda poderá pressionar o Bitcoin. O próximo teste é o PCE, com a transcrição a apontar para uma previsão de 3,6% para o valor global, acima dos 3,4% anteriores, depois de a inflação dos preços no produtor ter superado as expectativas. Um valor elevado, diz o analista, poderá fazer subir as yields das obrigações do Tesouro de longo prazo e pesar sobre as criptomoedas.
Porque é importante
A tese de baixa assenta numa sequência de acontecimentos condicionais, não apenas na decisão da Fed. O analista aponta para o segundo fecho semanal do Bitcoin abaixo dos $83,000 e para uma recuperação até perto dos $87,000, que está a encontrar resistência na média móvel de 50 dias. Nesta perspetiva, um valor elevado do PCE poderá reavivar os receios de que a inflação esteja a ganhar força e de que as taxas possam ter de subir mais tarde.
A transcrição também compara os padrões das yields do Tesouro em torno das eleições intercalares dos EUA de 2018 e 2022, defendendo que as yields poderão recuperar antes da votação. Traça ainda um paralelo entre o desempenho passado do Bitcoin após subidas das taxas em anos de eleições intercalares e a possibilidade de uma queda mais à frente. Estas comparações históricas são apresentadas como um enquadramento, não como garantia de que o mesmo padrão se repetirá.
Impacto no mercado
Se o PCE vier elevado, o analista espera que as yields de longo prazo subam e vê o risco de o Bitcoin cair para um mínimo no 4.º trimestre, possivelmente após mais uma recuperação de curta duração. A transcrição também destaca a incerteza em torno das eleições intercalares e a possível concorrência pela capital dos investidores por parte de futuras IPO como potenciais obstáculos. São cenários, não catalisadores confirmados.
Um valor de inflação mais baixo enfraqueceria esta tese específica de baixa. O analista reconhece que esse resultado é possível e que indicadores técnicos como o RSI e o MACD parecem bullish. A capacidade do Bitcoin para se manter acima da zona dos $83,000 e recuperar a média móvel de 50 dias, a par dos dados do PCE, são os principais aspetos a acompanhar.
Perguntas frequentes
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Que valor de inflação para o PCE global é referido na transcrição?
A transcrição aponta para uma previsão de 3,6% para o valor global, acima dos 3,4% anteriores. O analista diz que um valor elevado poderá renovar a pressão sobre as yields de longo prazo.
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Porque vê o analista riscos para o Bitcoin depois de a Fed manter as taxas?
O analista considera que o aumento da inflação poderá manter vivos os receios em torno das taxas. Um PCE elevado poderá fazer subir as yields do Tesouro de longo prazo e pesar sobre o Bitcoin.
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Que níveis de preço e sinais técnicos do Bitcoin destaca a análise?
A transcrição refere um segundo fecho semanal abaixo dos $83,000, uma recuperação até perto dos $87,000 e resistência junto à média móvel de 50 dias. Também assinala leituras bullish do RSI e do MACD.
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Que papel têm os anos de eleições intercalares anteriores nas perspetivas para o Bitcoin?
O analista compara as yields do Tesouro e o desempenho do Bitcoin em torno das eleições intercalares de 2018 e 2022, sublinhando que estes padrões históricos não garantem uma repetição.
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O que poderá enfraquecer o cenário de baixa para o Bitcoin?
Um valor do PCE abaixo das expectativas poria em causa a perspetiva de que a inflação fará subir as yields e pressionará o Bitcoin. O analista também aponta para indicadores técnicos bullish.