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Congresso dos EUA aprova lei para banir negociação de ações

O projeto ainda precisa de passar no Senado antes de chegar à mesa do presidente, mas a votação na Câmara estabelece a base para uma reforma de ética há muito bloqueada, que as regras de divulgação para indivíduos identificados não acompanharam.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei que proibiria membros do Congresso de negociar ações com base em informação não pública obtida no exercício das suas funções. A medida fecha uma lacuna que persistiu apesar de anos de críticas bipartidárias às negociações de legisladores divulgadas meses depois de feitas.

Por que importa

A votação coloca um prazo concreto num debate que, desde a STOCK Act de 2012, tem vivido apenas da divulgação. A divulgação trouxe transparência, mas não restringiu a própria prática. O novo projeto muda o regime de "declarem o que fizeram" para "não o podem fazer de todo", e aplica-se aos mesmos indivíduos abrangidos pela STOCK Act: membros, os seus cônjuges e filhos dependentes.

Impacto no mercado

Qualquer impacto direto no mercado é limitado: o volume de negociação do Congresso é pequeno face ao fluxo total de ações dos EUA. O efeito mais duradouro está na governação, já que a votação enquadra a lei sobre uso de informação privilegiada como algo que se aplica a eleitos, e não apenas a pessoas reguladas ao abrigo da SEC Rule 10b-5.

Perguntas frequentes

  1. O que é que o projeto da Câmara faz, na prática, em relação ao uso de informação privilegiada no Congresso?

    O projeto proíbe membros do Congresso de negociar ações com base em informação não pública obtida no exercício das suas funções. Abrange membros, os seus cônjuges e filhos dependentes, e troca o modelo da STOCK Act, baseado só em divulgação, por uma proibição total.

  2. Em que é que isto é diferente da STOCK Act de 2012?

    A STOCK Act obrigava os membros do Congresso a divulgar as suas negociações, mas não proibia a prática em si. O novo projeto vai mais longe e restringe a atividade de forma direta, em vez de exigir apenas transparência depois do facto.

  3. O projeto já é lei?

    Não. A Câmara aprovou a medida, mas ela ainda precisa de passar no Senado antes de chegar à mesa do presidente.

  4. O projeto vai afetar diretamente os mercados acionistas?

    O impacto direto é limitado porque o volume de negociação do Congresso é pequeno face ao fluxo total de ações nos EUA. O efeito mais duradouro está na governação, pois a lei passa a enquadrar o uso de informação privilegiada como algo que se aplica a eleitos, e não só a pessoas reguladas ao abrigo da SEC Rule 10b-5.

  5. O projeto abrange familiares de membros do Congresso?

    Sim. O grupo abrangido corresponde ao da STOCK Act e inclui membros, os seus cônjuges e filhos dependentes.

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Agregado de CoinTelegraph · Verificado · Última atualização há 1h
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