Dados recentemente divulgados pelo US Census Bureau mostram que cerca de 45% dos adultos entre os 18 e os 29 anos vivem na casa dos pais, a maior percentagem desde os anos 1940, quando o recrutamento militar em tempo de guerra e a economia da Grande Depressão empurraram os jovens adultos de volta para agregados familiares com várias gerações.
Porque importa
O número reflete a forma como os custos da habitação, o crescimento salarial e a dívida estudantil esticaram o caminho tradicional para a independência. A inflação das rendas, a escassa oferta de habitação de entrada no mercado e taxas de juro hipotecárias elevadas afastaram a formação de famílias do calendário histórico. A tendência pesa sobre o retalho, o setor automóvel e o crédito ao consumidor, categorias que historicamente se ancoram na coorte dos 25-34 anos, que agora está a adiar ou reduzir as grandes compras.
Impacto no mercado
Para a economia em geral, a mudança traduz-se numa procura mais fraca de compradores pela primeira vez, empréstimos automóveis adiados e categorias ligadas à formação de famílias, como mobiliário e eletrodomésticos, a crescer mais devagar. Para os decisores políticos, acrescenta pressão sobre iniciativas de oferta habitacional e sobre a política de dívida estudantil. Para os investidores, a coorte é um indicador atrasado: o consumo que se esperava deste grupo demográfico foi adiado, não cancelado, e qualquer melhoria na acessibilidade da habitação libertaria um积蓄 de procura reprimida.
Perguntas frequentes
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Poderá esta tendência inverter-se?
Os analistas veem o consumo desta coorte como adiado e não cancelado, o que significa que qualquer melhoria relevante na acessibilidade da habitação poderia libertar um积蓄 de procura reprimida.