Um analista de gráficos amplamente seguido defende que a cripto está num ponto de viragem macro à entrada de julho, com o complexo de altcoins face ao Bitcoin a expandir-se finalmente em sintonia com um PMI em rotação após anos de contração associados ao ciclo económico mais amplo, e não a qualquer ritmo do ciclo de quatro anos.
O argumento assenta em três pilares. O primeiro é uma expansão do PMI que o analista classifica como historicamente rara, comparável em gravidade às contrações do pós-anos 1940. O segundo é o Total3 face ao Bitcoin, que tem estado comprimido desde o máximo de 2022 mas começa a mover-se com o sinal macro em vez de o fazer de forma autónoma. O terceiro é a sazonalidade: ao longo dos últimos 11 anos, julho produziu cerca de oito fechos verdes para a cripto e apenas um julho vermelho para o S&P 500 nos últimos 14 anos, um dado que o analista destaca sem o apresentar como garantia.
Por que razão é relevante
A tese rejeita explicitamente o ciclo de halving de quatro anos como motor da atual fase baixa. Em vez disso, posiciona a cripto como a última peça a cair numa sequência em que o Russell 2000, o cobre, o ouro e o complexo de risco mais amplo já rodaram. As observações de Elon Musk sobre deflação são citadas como alinhamento, e uma alegada manchete do Bank of America sobre uma reversão da subida de taxas é lida como um indicador contrário que historicamente precede uma viragem de sentimento.
Impacto no mercado
O trade implícito é a beta das altcoins a recuperar para o Bitcoin à medida que a expansão do ciclo económico alarga a appetite pelo risco, sobretudo se a yield a 10 anos inverter primeiro. A leitura de risco é assimétrica: um julho vermelho neste enquadramento prolongaria a tese de contração, enquanto um julho verde com PMI em expansão poderá marcar a primeira perna de uma expansão plurianual que o analista compara ao boom de produtividade dos anos 1990.
Perguntas frequentes
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Qual é a tese do PMI que este analista está a usar para a cripto?
O analista defende que uma expansão rotativa do Purchasing Managers' Index é o sinal macro que a cripto aguardava, e que o complexo de altcoins tem estado comprimido pelo ciclo económico mais amplo, e não pelo ciclo de halving de quatro anos.
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Porque é que o analista rejeita a teoria do ciclo de quatro anos?
Porque o Total3 face ao Bitcoin se manteve comprimido no período em que normalmente teria começado um bull de halving, e só começa a recuperar à medida que o PMI expande. O analista enquadra isto como correlação com o ciclo económico e não como ação ditada pelo calendário.
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Como encaixa a sazonalidade de julho no caso otimista?
Nos últimos 11 anos, julho fechou em verde cerca de oito vezes para a cripto, e o S&P 500 produziu apenas um julho vermelho nos últimos 14 anos. O analista aponta este dado como contexto de apoio, sem o apresentar como garantia.
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Que sinais externos é que o analista cita como confirmação?
As declarações públicas de Elon Musk de que a deflação é inevitável, uma alegada manchete do Bank of America a recuar para três subidas de taxas previstas, e uma alegada observação de Kevin Warsh de que membros da Fed estavam a apagar partes dos seus dot plots durante a reunião.
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O que invalidaria esta tese para julho?
Um julho vermelho na cripto enquanto o PMI continua a expandir enfraqueceria o enquadramento, tal como uma nova perna de subida no petróleo que empurre os dados de inflação para cima e arraste a yield a 10 anos, adiando a viragem desinflacionista de que a tese depende.