A Câmara dos Representantes do Japão aprovou na quinta-feira um projeto de lei que transfere as criptomoedas da Lei de Serviços de Pagamento para a Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio, o principal quadro de valores mobiliários do país, tratando os ativos digitais como instrumentos financeiros e não como meios de pagamento. A Financial Services Agency (FSA), que impulsionou a legislação, afirmou que a cripto é agora um produto de investimento corrente para as famílias japonesas, citando mais de 14 milhões de contas cripto abertas — com pessoas que ganham menos de 7 milhões de ienes ($43.600) por ano a representar cerca de 70% dessa base.
As novas regras, que deverão entrar em vigor no próximo ano, reduzirão a carga fiscal sobre os ganhos com cripto, aplicarão proibições de abuso de informação privilegiada ao estilo do mercado bolsista a executivos de empresas e a的工作人员 de exchanges com conhecimento de informação material não pública, e introduzirão requisitos rigorosos de divulgação que cobrem a tecnologia do token, a oferta e as finanças do emissor. O Partido Liberal Democrata, no poder, enquadrou o regime como um caminho para fundos negociados em bolsa (ETFs) de cripto, que, segundo o partido, dariam aos investidores "formas de investimento fáceis de entender".
Por que é relevante
A medida é o sinal mais claro até agora de que Tóquio vê a cripto como uma classe de ativos investível, não como um meio de pagamento — e as consequências regulatórias fluem em ambas as direções. Os emissores de tokens enfrentam obrigações de divulgação mais rigorosas, e as angariações de capital que dispensem uma auditoria independente ficarão limitadas a 2 milhões de ienes por investidor de retalho. Os operadores que exercem atividade não registada, por seu lado, veem a pena máxima de prisão subir de três para dez anos, com multas que podem chegar a 10 milhões de ienes ($62.800) e a autoridade de valores mobiliários a obter competência explícita para conduzir investigações criminais e congelamentos de ativos por ordem judicial.
Impacto no mercado
A alavanca prática para os mercados é a via dos ETFs. As corretoras domésticas japonesas têm estado estruturalmente impedidas de oferecer exposição direta a cripto nas carteiras tradicionais, e a classificação ao abrigo da FIEA é o pré-requisito para esse conjunto de produtos — uma categoria que as gestoras de ativos globais aguardavam no maior mercado cripto de retalho da Ásia. Juntando isso à base de retalho de 14 milhões de contas, Tóquio está a sinalizar que pretende manter esse fluxo em circuitos regulados.
Perguntas frequentes
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O que aprovou efetivamente o parlamento japonês em matéria de regulação cripto?
A Câmara dos Representantes aprovou na quinta-feira um projeto de lei que transfere a supervisão das criptomoedas da Lei de Serviços de Pagamento para a Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio (FIEA), reclassificando os ativos digitais como instrumentos financeiros. As novas regras deverão entrar em vigor em 2026.
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Vai haver ETFs de cripto no Japão após este projeto de lei?
O enquadramento abre a porta a ETFs spot de cripto no Japão ao classificar os ativos digitais como instrumentos financeiros. O Partido Liberal Democrata, no poder, apoiou publicamente o produto como um veículo de investimento fácil de entender para os investidores de retalho japoneses.
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Quantas pessoas têm atualmente contas de cripto no Japão?
A Financial Services Agency citou mais de 14 milhões de contas cripto abertas no Japão, com pessoas a ganhar menos de ¥7 milhões (~$43.600) por ano a representar cerca de 70% dessa base — o que sublinha o peso do retalho no mercado doméstico.
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Que regras de abuso de informação privilegiada passam a aplicar-se à cripto no Japão?
O projeto de lei introduz proibições ao estilo do mercado bolsista. Executivos de empresas e pessoal de exchanges com conhecimento de informação material não pública — incluindo listings, delistings ou operações de grande dimensão planeadas — ficam proibidos de negociar com base nessa informação.
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Que sanções enfrentam agora os operadores de cripto não registados no Japão?
A pena máxima de prisão por operar um negócio de cripto sem registo sobe de três para dez anos, com multas que podem chegar a ¥10 milhões (~$62.800). A autoridade de valores mobiliários do Japão ganha também competência explícita para conduzir investigações criminais e requerer congelamentos judiciais de ativos.
CoinDesk