Um painel do Tribunal de Apelação do Segundo Circuito decidiu na sexta-feira que Sam Bankman-Fried não conseguiu anular a sua condenação criminal por fraude e conspiração ligadas à operação e queda da FTX. O painel de três juízes considerou que os argumentos de Bankman-Fried de que o julgamento foi injusto não eram persuasivos, apoiando o tratamento dado pelo juiz Lewis Kaplan às objecções, às decisões sobre provas e às tentativas da defesa de introduzir argumentos específicos.
Porque importa
O tribunal de recurso não poupou palavras quanto à força do caso original, descrevendo as provas da acusação como "conservadoramente falando, robustas". Rejeitou a teoria central de Bankman-Fried — a de que os fundos que desviou foram investidos em activos que teriam valorizado — ao entender que a lei de fraude electrónica cobre claramente o desvio temporário. "Whether the assets purchased by Bankman-Fried appreciated in value is irrelevant as to whether he committed fraud", escreveu o painel. O tribunal afastou também a alegação de que a FTX era, na prática, uma plataforma de futuros com margem na qual os clientes tinham implicitamente consentido, escrevendo que "no one opted into having their money transferred under false pretenses to Alameda."
Impacto no mercado
A decisão é processual, não financeira — a pena de 25 anos de Bankman-Fried e a ordem de perda de cerca de $11 mil milhões mantêm-se — mas encerra a última via legal credível para uma reversão do veredicto original. Um pedido separado de novo julgamento continua pendente em tribunal federal, e no início desta semana Bankman-Fried pediu formalmente um perdão ao Presidente Donald Trump; Trump já tinha dito anteriormente que não estava a considerar clemência para o antigo CEO da FTX, ao contrário de outras figuras cripto indultadas nos últimos 18 meses. A derrota reforça ainda o enquadramento jurídico para casos de cripto-fraude nos EUA: um arguido não pode transformar um desvio de fundos num argumento de market timing, e a linguagem estilo exchange sobre trading com margem não protege transferências feitas sob falsos pretextos.
Perguntas frequentes
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O que decidiu o Segundo Circuito na sexta-feira no recurso de Bankman-Fried?
Um painel de três juízes decidiu que Sam Bankman-Fried não conseguiu anular a condenação criminal por fraude e conspiração, considerando não persuasivos os seus argumentos de que o julgamento foi injusto e apoiando o tratamento dado pelo juiz Lewis Kaplan às objecções e às provas.
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Como respondeu o tribunal ao argumento de que os investimentos da FTX teriam valorizado?
O painel rejeitou o argumento de forma directa, entendendo que a lei de fraude electrónica cobre o desvio temporário e que "whether the assets purchased by Bankman-Fried appreciated in value is irrelevant as to whether he committed fraud."
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O que acontece à pena de 25 anos de Bankman-Fried após esta decisão?
A condenação e a pena de 25 anos mantêm-se. Continua pendente um pedido separado de novo julgamento em tribunal federal, e Bankman-Fried também pediu formalmente um perdão ao Presidente Trump.
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O Presidente Trump indicou que irá indultar Bankman-Fried?
Trump disse anteriormente que não estava a considerar um perdão para o antigo CEO da FTX, ao contrário de outras figuras cripto que receberam indultos nos últimos 18 meses. O pedido formal foi apresentado no início desta semana.
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Que precedente jurídico estabelece esta decisão para futuros casos de cripto-fraude nos EUA?
A decisão reforça que os arguidos não podem reformular o desvio de fundos como argumento de market timing, e que a linguagem estilo exchange sobre trading com margem não protege transferências feitas sob falsos pretextos para entidades afiliadas como a Alameda Research.
CoinDesk