Securitize (SECZ) tokenizou aproximadamente 295 milhões de dólares das suas próprias ações ordinárias na Solana e na Avalanche na quinta-feira, no mesmo dia em que a especialista em tokenização, apoiada pela BlackRock e pela ARK, começou a ser negociada na Bolsa de Nova Iorque após a sua fusão via SPAC com a Cantor Equity Partners II. A SECZ fechou a primeira sessão a subir 10%, e os dados onchain da RWA.xyz apontam para um free float tokenizado emitido pela própria empresa de 295 milhões de dólares, o maior entre ações tokenizadas emitidas pelo próprio emitente no lançamento.
As ações onchain representam as mesmas ações ordinárias negociadas na NYSE, e não uma classe separada de valores mobiliários, estando disponíveis para investidores norte-americanos elegíveis através da plataforma regulada da Securitize após KYC. O CEO Carlos Domingo enquadrou o movimento como um contraponto deliberado aos produtos de ações tokenizadas por terceiros: tokenizar a SECZ no dia um serve para mostrar que os emitentes podem colocar ações reais onchain diretamente, sem invólucros sintéticos.
Por que é relevante
A Securitize passou anos a construir infraestruturas de tokenização para a BlackRock, Apollo, KKR, Hamilton Lane e VanEck, e já este ano a Intercontinental Exchange (ICE), dona da NYSE, escolheu a empresa para construir os trilhos de ações tokenizadas, em parceria com a Computershare e a Continental. A estreia transforma a plataforma na sua própria cliente de referência, e a distinção entre emitente direto e invólucro de terceiros é a vantagem estratégica. A Citi já projetou que os valores mobiliários tokenizados podem alcançar 5,5 biliões de dólares até 2030, com a Boston Consulting Group e a Ripple a modelarem 18,9 biliões de dólares até 2033, e Domingo argumentou que esse crescimento só se materializa se os emitentes, e não apenas plataformas cripto-nativas de wrapping, controlarem os trilhos.
Impacto no mercado
A SOL e a AVAX ganham, logo no dia um de uma listagem nos EUA, um caso de uso de alto perfil ligado a ações de uma empresa cotada, com 295 milhões de dólares de SECZ tokenizada a assentar diretamente nas suas redes em vez de numa cadeia privada. No caso da Solana, este fluxo chega a uma cadeia que já se está a posicionar em torno de trilhos de RWA, enquanto a Avalanche tem vindo a atrair instituições com a sua arquitetura de subnets. Vale a pena acompanhar se outras empresas recém-chegadas ao mercado público vão seguir o modelo de emissão direta da SECZ, e se a parceria de tokenização da ICE com a Securitize vai produzir uma segunda empresa a migrar para os trilhos blockchain antes do final do ano.
Perguntas frequentes
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O que é que a Securitize lançou efetivamente?
A Securitize tokenizou cerca de 295 milhões de dólares das suas próprias ações ordinárias na Solana e na Avalanche no mesmo dia em que começou a ser negociada na NYSE como SECZ, após a sua fusão via SPAC com a Cantor Equity Partners II.
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As ações SECZ onchain são ações reais?
Sim. A Securitize afirmou que a SECZ tokenizada representa as mesmas ações ordinárias negociadas na NYSE, e não uma classe separada de valores mobiliários, estando disponível para investidores norte-americanos elegíveis através da sua plataforma regulada após KYC.
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Em que é que isto difere dos produtos de ações tokenizadas já existentes?
A Securitize apresentou a SECZ como uma tokenização emitida pela própria empresa, em contraponto aos produtos sintéticos ou wrapped de terceiros que têm dominado o mercado até agora.
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Porque é que o lançamento é relevante para a Solana e para a Avalanche?
Cerca de 295 milhões de dólares de SECZ tokenizada estão agora diretamente na SOL e na AVAX, em vez de numa cadeia privada, dando a ambas as redes um caso de uso de alto perfil ligado a uma listagem nos EUA logo no dia um.
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Qual é o contexto mais amplo do mercado de tokenização?
A Citi projetou que os valores mobiliários tokenizados podem chegar aos 5,5 biliões de dólares até 2030, enquanto a Boston Consulting Group e a Ripple modelaram 18,9 biliões de dólares até 2033, à medida que bancos e gestoras de activos emitem cada vez mais fundos, obrigações e ações em trilhos blockchain.
CoinDesk