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Senado investiga uso de USDT em carteiras ligadas ao Irão

As conclusões do relatório intensificam as dúvidas sobre a aplicação de sanções e a supervisão contra o branqueamento de capitais, enquanto a Tether afirma ter congelado 550 milhões de dólares em USDT ligados ao Irão no último ano.

Uma investigação dos democratas do Senado conclui que 87% das 757 carteiras de criptomoedas que identificou como implicadas no financiamento do terrorismo iraniano transacionaram sobretudo em USDT da Tether. O relatório analisou dados da blockchain de 846 carteiras sujeitas a sanções ou bloqueadas por outros motivos devido a ligações ao Irão e alega que a Tether não congelou repetidamente carteiras com indícios de atividade financeira ilícita.

Porque é importante

As conclusões colocam a stablecoin mais utilizada do mundo no centro de um debate de alto risco sobre o cumprimento de sanções e o papel das criptomoedas nas finanças transfronteiriças. O senador Richard Blumenthal instou o Departamento de Justiça e o Tesouro a investigar possíveis violações das leis de sanções e da legislação bancária, e questionou se as ligações da Tether aos EUA poderiam afetar a supervisão federal.

O relatório aponta também para ligações envolvendo o secretário do Comércio, Howard Lutnick, antigo responsável da Cantor Fitzgerald, custodiante da Tether, e Bo Hines, antigo diretor executivo do Conselho de Criptomoedas da Casa Branca, que agora lidera a Tether U.S. Estas ligações fazem parte das preocupações do relatório e não constituem prova de conduta imprópria por parte desses responsáveis.

Impacto no mercado

A Tether afirma ter ajudado a congelar 550 milhões de dólares em USDT ligados ao Irão no último ano. O CEO Paolo Ardoino afirmou que as blockchains públicas permitem às autoridades acompanhar os movimentos de fundos e que a empresa atua com base em informações credíveis das autoridades policiais.

As declarações divergentes mantêm o cumprimento das regras e a aplicação da lei em foco. Os apelos do relatório a uma investigação federal poderão aumentar o escrutínio sobre a forma como os emissores de stablecoins identificam e congelam carteiras ligadas a entidades sancionadas, embora a dimensão de qualquer impacto direto no mercado permaneça incerta.

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Perguntas frequentes

  1. Que percentagem das carteiras citadas no relatório transacionava sobretudo em USDT?

    Segundo os investigadores, 87% das 757 carteiras implicadas no financiamento do terrorismo iraniano transacionaram sobretudo em USDT.

  2. Quantas carteiras analisaram os investigadores?

    Os investigadores do Senado analisaram dados da blockchain de 846 carteiras sujeitas a sanções ou bloqueadas por outros motivos devido a ligações ao Irão.

  3. Que medida pediu o senador Richard Blumenthal?

    Blumenthal instou o Departamento de Justiça e o Tesouro a investigar possíveis violações das leis de sanções e da legislação bancária.

  4. Como respondeu a Tether às alegações do relatório?

    A Tether afirmou ter ajudado a congelar 550 milhões de dólares em USDT ligados ao Irão no último ano. O CEO Paolo Ardoino disse que a empresa atua com base em informações credíveis das autoridades policiais.

  5. Que consequências poderá ter a investigação para a supervisão das stablecoins?

    O relatório poderá aumentar o escrutínio sobre a forma como os emissores de stablecoins identificam e congelam carteiras ligadas a entidades sancionadas. O impacto direto no mercado continua incerto.

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