A Reserva Federal, o Departamento do Tesouro, o OCC, o FDIC e a NCUA divulgaram conjuntamente na quinta-feira uma proposta de regulamento de 130 páginas que aplicaria as normas de identificação de clientes do Bank Secrecy Act às emissoras de stablecoins nos Estados Unidos, marcando a primeira formalização regulamentar ao abrigo da Lei GENIUS do ano passado. A proposta obrigaria as "permitted payment stablecoin issuers" (PPSIs) a manter procedimentos razoáveis para verificar a identidade dos clientes, conservar registos incluindo nome e morada, e proceder ao cruzamento com listas governamentais de terroristas conhecidos ou suspeitos. Foi aberto em paralelo um período de consulta pública de 60 dias, com a FinCEN a avançar com uma regra paralela de combate ao branqueamento de capitais para as emissoras.
Por que é relevante
Esta é a primeira regulamentação concreta que transforma a Lei GENIUS de diploma legal em cumprimento vinculativo — o momento em que as emissoras de stablecoins transitam de "operador cripto-nativo" para "instituição financeira regulada" para efeitos de KYC/AML. A ronda anterior de pedido de comentários do Tesouro recolheu 450 submissões; o NPRM formal (notice of proposed rulemaking) é o passo que pode de facto vincular as emissoras quando finalizado. A USDT da Tether e a USDC da Circle continuam a ser as emissoras dominantes, mas as entrantes tradicionais estão a entrar em força, e a clareza sobre o perímetro regulatório é o pré-requisito para que esse capital se mantenha aplicado.
Impacto no mercado
O governador da Fed Michael Barr dissonou numa questão específica: se as regras de verificação de identidade devem estender-se para além da emissão primária ao mercado secundário, onde as stablecoins efetivamente transacionam entre carteiras e exchanges. "É demasiado fácil para os agentes maliciosos contornar estas restrições e operar sem ser detetado ao transacionar em ativos digitais", afirmou Barr, sinalizando que esta é a parte que irá acompanhar nos comentários. A própria proposta coloca a questão aos comentadores — "Deve algum requisito de CIP ser alargado à atividade no mercado secundário? Em caso afirmativo, em que circunstâncias?" — tornando o âmbito do mercado secundário a frente regulatória viva que moldará onde a liquidez conforme se posicionará. Acompanhe o volume de cartas de comentário de PPSIs, bancos e firmas de trading cripto-nativas ao longo dos próximos 60 dias.
Perguntas frequentes
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O que exige na prática a nova regra da Lei GENIUS para stablecoins?
A proposta de regulamento de 130 páginas obrigaria as permitted payment stablecoin issuers (PPSIs) a seguir as normas de identificação de clientes do Bank Secrecy Act: verificar a identidade dos clientes, conservar registos de nome e morada, e cruzar listas governamentais de terroristas conhecidos ou suspeitos.
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Quais agências dos EUA emitiram a proposta de regulamento?
A Reserva Federal, o Departamento do Tesouro, o OCC, o FDIC e a NCUA divulgaram conjuntamente a proposta. A FinCEN avança em paralelo com uma regra anti-branqueamento de capitais para emissoras, em trilho próprio.
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Qual é a duração do período de consulta pública?
60 dias. A Reserva Federal abriu a janela de comentários em conjunto com as restantes agências no regulamento conjunto.
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Porque é que o governador da Fed Michael Barr se demarcou da proposta?
Barr afirmou estar preocupado com o facto de o enquadramento da Lei GENIUS ainda não abordar os riscos de financiamento ilícito nas transações de stablecoins no mercado secundário, onde os agentes maliciosos podem contornar mais facilmente os controlos AML. Acompanará se as regras de identificação de clientes forem…
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A regra cobre a negociação de stablecoins no mercado secundário?
Ainda não — a pergunta explícita da proposta aos comentadores é se os requisitos de CIP devem ser alargados à atividade no mercado secundário, em que circunstâncias, e quais seriam os benefícios e inconvenientes. Essa decisão de âmbito é a frente regulatória em aberto.
CoinDesk