A stablecoin USD1, da World Liberty Financial, foi usada para pagar 250 mil dólares em bónus de desempenho a lutadores no UFC Freedom 250, um evento de artes marciais mistas realizado no domingo no relvado sul da Casa Branca e marcado para coincidir com o 80.º aniversário do Presidente Donald Trump. A UFC confirmou na sexta-feira que a World Liberty Financial seria o parceiro apresentador do fundo de bónus, com pagamentos denominados em USD1 ao longo de sete combates.
Esta utilização está entre os usos comerciais mais relevantes do USD1 até à data e surge num momento em que a oferta em circulação da stablecoin cresceu para cerca de 4,6 mil milhões de dólares, face a 3,3 mil milhões a 1 de janeiro. A World Liberty Financial candidatou-se, em paralelo, a uma licença bancária nacional junto do Office of the Comptroller of the Currency, um passo que converteria o emitente, de uma operação centrada exclusivamente em stablecoins, numa instituição de depósito regulada.
Por que razão importa
A questão é a imagem projetada. Todd Phillips, especialista em cripto do Klaros Group, disse ao The Guardian que pagar aos lutadores em USD1 é economicamente idêntico a emitir-lhes um cheque — mas fazê-lo publicamente na Casa Branca publicita a ligação do token tanto à marca da UFC como à presidência. Para uma stablecoin que ainda constrói reconhecimento face ao $USDT e ao $USDC, esse tipo de exposição é difícil de comprar.
O episódio surge também sobre um pano de fundo contestado. A World Liberty Financial contraiu mais de 75 milhões de dólares junto da Dolomite, um protocolo de empréstimo DeFi cujo cofundador, Corey Caplan, assessora a WLFI, usando 3 mil milhões de tokens de governança WLFI como garantia — um movimento que elevou a utilização do pool de empréstimos em USD1 para 93% e bloqueou temporariamente levantamentos de depositantes de retalho. A empresa está, além disso, envolvida numa ação judicial com o empreendedor de cripto Justin Sun, que processou a empresa alegando que as suas participações em WLFI foram indevidamente congeladas; a WLFI apresentou reconvenção por difamação.
Impacto no mercado
A oferta em circulação de 4,6 mil milhões de dólares do USD1 coloca-o claramente atrás da Tether e da Circle, mas a trajetória — em alta desde os 3,3 mil milhões no início do ano — combinada com um pedido de licença bancária pendente indica que o emitente está a posicionar-se para distribuição institucional e não para volume de negociação de retalho.
Perguntas frequentes
-
O que é o USD1 e quem o emite?
O USD1 é uma stablecoin emitida pela World Liberty Financial, um projeto de cripto apoiado pela família do Presidente Donald Trump. A sua oferta em circulação cresceu para cerca de 4,6 mil milhões de dólares em junho de 2026.
-
O que aconteceu no UFC Freedom 250 com o USD1?
O UFC Freedom 250, um evento de artes marciais mistas realizado no relvado sul da Casa Branca a 14 de junho de 2026, usou o USD1 para pagar 250 mil dólares em bónus de desempenho a lutadores ao longo de sete combates, com a World Liberty Financial como parceiro apresentador.
-
Por que é que o USD1 bloqueou temporariamente os levantamentos de retalho?
A World Liberty Financial contraiu mais de 75 milhões de dólares junto do protocolo de empréstimo DeFi Dolomite, usando 3 mil milhões de tokens de governança WLFI como garantia. O movimento elevou a utilização do pool de empréstimos em USD1 para 93%, impedindo temporariamente os depositantes de retalho de levantar…
-
A World Liberty Financial está a pedir uma licença bancária?
Sim. A World Liberty Financial candidatou-se a uma licença bancária nacional junto do Office of the Comptroller of the Currency, um passo que converteria o emitente, de uma operação centrada exclusivamente em stablecoins, numa instituição de depósito regulada.
-
Em que consiste o litígio com Justin Sun envolvendo a WLFI?
O empreendedor de cripto Justin Sun processou a World Liberty Financial, alegando que a empresa congelou indevidamente as suas participações em tokens de governança WLFI. A World Liberty Financial apresentou reconvenção por difamação. O caso continua a correr.
CoinDesk