Benjamin Cowen, da Into the Cryptoverse, defende que o índice do dólar dos EUA está prestes a subir na segunda metade de 2026, contrariando o consenso, que espera um DXY mais fraco. O seu cenário-base aponta para um movimento em direção a 105 a 106, assente num padrão do mandato presidencial observado no primeiro mandato de Trump, na forte correlação do dólar com a yield dos Treasuries a 2 anos e numa nova pressão inflacionista impulsionada pela energia que, na sua opinião, obrigará a Reserva Federal a retomar as subidas das taxas em vez de cortar.
Porque é importante
A relação entre o DXY e o Bitcoin é o elemento estrutural da tese. Cowen há muito que aponta a força do dólar como um dos ventos contrários macroeconómicos mais claros para os ativos de risco: quando o DXY sobe, o BTC tende a ficar para trás. Com o dólar a formar discretamente mínimos e máximos cada vez mais altos rumo a 2026, o cenário parece menos alinhado com a narrativa de um dólar em baixa esperada pelo consenso e mais com uma subida lenta que pressiona o Bitcoin e as ações ao mesmo tempo.
A retoma das subidas pela Fed seria o terceiro pilar da tese. Cowen aponta para o precedente dos anos 1990, quando uma única subida de 25 pb levou o DXY de cerca de 85 para 96 e provocou apenas uma breve correção nas ações, e não o fim do ciclo. A energia é o gatilho: o XLE já atingiu novos máximos, e Cowen defende que o setor energético atinge historicamente o pico depois das ações, o que indica que a pressão inflacionista ainda não está resolvida. A yield dos Treasuries a 2 anos recuperou mais fortemente desde os mínimos do que o próprio dólar, e ele interpreta isso como o dólar a recuperar o atraso.
Impacto no mercado
Se o cenário de Cowen se concretizar, a subida do dólar em direção a 105 a 106 ocorreria em simultâneo com a janela sazonal de correção das ações entre agosto e setembro que ele prevê. Essa sobreposição seria o «vento contrário final» que ele assinalou para o Bitcoin durante o ano de eleições intercalares, depois do qual espera uma viragem do dólar para a fraqueza típica de um ano eleitoral. O consenso está posicionado para o cenário oposto: uma fraqueza contínua do dólar e ventos favoráveis para os ativos de risco. Se os dados apontarem na direção contrária, a reversão seria acentuada.
Perguntas frequentes
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Porque é que Cowen espera que o DXY suba, contrariando o consenso?
Ele invoca um padrão de mandato presidencial do primeiro ciclo de Trump, a forte correlação do dólar com a yield dos Treasuries a 2 anos e a pressão inflacionista impulsionada pela energia, que, na sua opinião, obrigará a Fed a retomar as subidas das taxas em vez de as cortar.
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Qual é a meta de Cowen para o DXY?
Aponta para uma subida até 105 a 106 na segunda metade de 2026, antes de esperar uma viragem para a fraqueza típica de um ano eleitoral.
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Porque é que a força do dólar é importante para o Bitcoin?
Há muito que Cowen aponta a força do dólar como um dos ventos contrários macroeconómicos mais claros para os ativos de risco. Quando o DXY sobe, o Bitcoin tende a ficar para trás, e um dólar mais forte tende a coincidir com um BTC mais fraco.
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Que medida espera Cowen da Fed?
Espera que a Reserva Federal retome as subidas das taxas em vez de cortar, citando o precedente dos anos 1990, quando uma única subida de 25 pb levou o DXY de cerca de 85 para 96 e provocou apenas uma breve correção das ações.
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Quando espera Cowen que o vento contrário do dólar para o Bitcoin atinja o pico?
Vê a subida do dólar a coincidir com a janela sazonal de correção das ações entre agosto e setembro, criando o que chama de vento contrário final para o Bitcoin ao longo do ano de eleições intercalares.