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Bryan Steil quer bloquear membros do Congresso em mercados de

O Stop Lawmakers from Predicting Act visa apostas políticas ao estilo Kalshi e Polymarket, com coimas próximas dos $2.000 ou 10% do valor apostado — mas uma versão no Senado e uma detenção pelo DOJ mostram que a luta está apenas a começar…

O deputado Bryan Steil (R-WI) apresentou na quinta-feira o Stop Lawmakers from Predicting Act, um projeto de lei de cinco páginas que proibiria membros do Congresso, os seus cônjuges e os seus dependentes de realizar apostas em mercados de previsão associados a ações governamentais concretas, políticas ou resultados políticos. Os legisladores que violassem a proibição enfrentariam coimas próximas de $2.000 ou 10% do valor da transação, consoante o que for maior, acrescidas da devolução de qualquer ganho líquido obtido com a aposta. O projeto de lei surge na sequência do Stop Insider Trading Act, que já visava as transações em ações dos parlamentares.

Por que importa

O projeto de Steil chega num momento em que os mercados de previsão se tornaram um ponto sensível em Washington. No início deste ano, os procuradores detiveram o soldado do Exército dos EUA em serviço ativo Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, sob a acusação de ter utilizado informação confidencial para colocar uma aposta na Polymarket sobre a eventual saída do poder do presidente venezuelano Nicolás Maduro — uma aposta que terá rendido mais de $400.000. O Senado avançou no mês passado com a proibição dos seus próprios membros de negociar em mercados de previsão, e outros projetos na Câmara targeting a participação de parlamentares já foram apresentados. As próprias plataformas — Kalshi e Polymarket — afirmaram ter tomado medidas para travar o uso de informação privilegiada em contratos relacionados com políticas públicas.

Impacto no mercado

Para a Kalshi e a Polymarket, o projeto não proibiria os produtos, mas codificaria a perceção política que tem acompanhado o setor desde o incidente Maduro. Os custos de conformidade nas plataformas aumentam, e qualquer classe de contratos que dependa da participação da classe política — ou que atraia apostas de alto perfil de pessoas com acesso privilegiado — enfrenta um escrutínio renovado. O projeto da Câmara acompanha a abordagem voluntária do Senado, mas acrescenta um limiar de sanção monetária, transformando o uso de informação privilegiada em mercados de política numa rubrica regulatória mais clara em vez de uma mera questão de costumes.

Perguntas frequentes

  1. O que faz na prática o Stop Lawmakers from Predicting Act?

    O projeto, apresentado pelo deputado Bryan Steil na quinta-feira, proibiria membros do Congresso, os seus cônjuges e os seus dependentes de realizar apostas em mercados de previsão ligados a ações governamentais concretas, políticas ou resultados políticos.

  2. Que sanções enfrentariam os parlamentares que violassem o projeto?

    Os infratores seriam multados em cerca de $2.000 ou 10% do valor da transação, consoante o que for maior, e teriam ainda de devolver qualquer ganho líquido obtido com a aposta.

  3. Que episódio está a impulsionar esta legislação?

    Os procuradores detiveram o soldado do Exército dos EUA em serviço ativo Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, sob a acusação de ter usado informação confidencial para fazer uma aposta na Polymarket sobre a saída do poder do presidente venezuelano Nicolás Maduro — uma aposta que pagou mais de $400.000.

  4. O Senado já tomou medidas quanto ao uso de informação privilegiada em mercados de previsão?

    Sim. O Senado avançou no mês passado para proibir os seus próprios membros de negociar em mercados de previsão, e outros projetos na Câmara targeting a participação de parlamentares nestes mercados já foram apresentados.

  5. Como reagiram a Kalshi e a Polymarket às preocupações com o uso de informação privilegiada?

    Tanto a Kalshi como a Polymarket afirmaram ter tomado medidas para travar o uso de informação privilegiada em contratos relacionados com políticas, embora o projeto de Steil imponha um enquadramento legal por cima dessas regras voluntárias das plataformas.

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