A Payward, Inc., empresa-mãe da exchange de criptoativos Kraken, apresentou uma queixa reformulada no Tribunal Distrital dos EUA para o Colorado, alegando que o custodiante Etana Custody apropriou-se indevidamente de mais de 25 milhões de dólares em ativos de clientes que lhe tinham sido confiados para guarda. O processo acrescenta uma acusação de fraude contra a Etana e o seu CEO, Dion Brandon Russell, acusando-os de operar um «esquema tipo Ponzi que dependia do fluxo contínuo de novos depósitos de clientes». A Kraken afirmou que a fase de instrução revelou que os fundos em falta «não resultaram de mera má gestão ou fraca contabilidade», tendo sido utilizados «em parte» para pagar «despesas operacionais e financiar investimentos arriscados» da Etana. O Colorado Banking Board colocou a Etana em liquidação em novembro de 2025, depois de o custodiante ter falhado em manter os requisitos de capital; a Kraken tinha-lhe confiado centenas de milhões de dólares em fundos de clientes antes da dissolução. A exchange pede a devolução dos 25 milhões de dólares, acrescidos de juros e honorários advocatícios. Os advogados da Etana e de Russell contestam as alegações.
Por que importa
A queixa é uma rara exposição pública do que acontece aos ativos dos clientes quando um custodiante regulado nos EUA falha — e um lembrete de que mesmo contrapartes sofisticadas podem ficar expostas. A alegação da Payward de que a Etana misturou fundos de clientes para financiar operações e «investimentos arriscados» atinge o cerne do que a custódia deveria significar: segregação, adequação de capital e um direito limpo sobre os ativos subjacentes. A Etana já estava em problemas regulatórios quando a Kraken avançou para recuperar o seu dinheiro; a nova acusação de fraude reformula uma insuficiência de capital como alegado esquema.
Impacto no mercado
A imagem é negativa para o segmento mais amplo dos custodiantes qualificados. A liquidação ordenada pelo Colorado Banking Board em novembro de 2025 foi enquadrada como uma falha de requisitos de capital, mas a caracterização como «esquema tipo Ponzi» num processo judicial federal é um tipo diferente de mácula — aquele que os reguladores lêem quando definem o âmbito da supervisão dos custodiantes de ativos digitais.
Perguntas frequentes
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O que é que a empresa-mãe da Kraken alega que a Etana Custody fez?
A Payward, Inc. alega, numa queixa reformulada num tribunal federal do Colorado, que a Etana Custody se apropriou indevidamente de mais de 25 milhões de dólares em ativos de clientes que guardava para a Kraken, usando os fundos em parte para pagar despesas operacionais e financiar investimentos arriscados.
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Quem é visado na nova acusação de fraude?
A queixa reformulada acrescenta uma acusação de fraude contra a Etana Custody e o seu CEO, Dion Brandon Russell, acusando-os de operar um «esquema tipo Ponzi que dependia do fluxo contínuo de novos depósitos de clientes». Os advogados dos arguidos contestam as alegações.
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Quanto dinheiro é que a Kraken confiou à Etana?
Segundo o processo, a Kraken confiou à Etana centenas de milhões de dólares em fundos de clientes, dos quais mais de 25 milhões de dólares não foram devolvidos.
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Porque é que a Etana Custody foi colocada em liquidação?
O Colorado Banking Board colocou a Etana em liquidação em novembro de 2025, depois de o custodiante não conseguir manter os requisitos de capital, antes das novas alegações de fraude.
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O que é que a Kraken pede ao tribunal que atribua?
A Kraken pede ao tribunal que ordene à Etana e a Russell a devolução dos 25 milhões de dólares, acrescidos de juros e honorários advocatícios. O próximo acontecimento decisivo será uma decisão sobre o pedido de arquivamento da acusação de fraude.
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