A Sen. Cynthia Lummis subiu ao plenário do Senado para defender a CLARITY Act, argumentando que a ausência de regras explícitas para ativos digitais não protege os consumidores — priva-os de recurso. «Não ter regras não significa não haver dano, significa não haver recurso», afirmou, referindo que dedicou anos ao desenvolvimento do projeto para garantir que os ativos digitais possam prosperar nos EUA sob diretrizes claras.
Por que importa
A formulação de Lummis reformula o debate de longa data em Washington: a clareza regulatória não é uma concessão à indústria, mas um pré-requisito para a proteção do consumidor. A CLARITY Act, coautoria com a Sen. Kirsten Gillibrand, definiria qual agência — a SEC ou a CFTC — supervisiona os ativos digitais e estabeleceria padrões de divulgação para os emissores, uma lacuna que moldou todas as grandes batalhas regulatórias dos últimos três anos.
Impacto no mercado
Para corretoras, custodiantes e emissores de tokens sediados nos EUA, a aprovação do projeto comprimiria a incerteza jurídica que hoje pesa como rubrica autónoma nos orçamentos de conformidade. Enquanto a divisão de jurisdição não for resolvida, as plataformas reguladas continuam a operar sob uma postura de «primeiro a fiscalização» em vez de Estado de direito — precisamente a condição que Lummis está a denunciar no plenário.
Perguntas frequentes
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O que é a CLARITY Act?
A CLARITY Act é um projeto de lei do Senado, coautoria das Sens. Cynthia Lummis e Kirsten Gillibrand, que definiria qual agência — a SEC ou a CFTC — tem jurisdição sobre ativos digitais e estabeleceria padrões de divulgação para os emissores.
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Por que a Sen. Lummis apresenta o projeto como uma questão de proteção do consumidor?
Lummis argumenta que a ausência de regras explícitas não protege os utilizadores individuais do dano — priva-os de recurso legal, tornando a clareza regulatória ela própria uma forma de proteção do consumidor.
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Como é que a CLARITY Act afetaria as corretoras de cripto a operar nos EUA?
Se aprovada, a lei resolveria a questão de jurisdição entre SEC e CFTC que hoje obriga as plataformas sediadas nos EUA a operar sob uma postura de «primeiro a fiscalização» em vez de um quadro claro de Estado de direito.
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Em que fase está a CLARITY Act no Congresso?
A fonte não indica a fase processual atual do projeto. As declarações de Lummis no plenário mostram que ela o defende ativamente, mas não há referência à sua passagem por comissão nem a uma votação no plenário.
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Quem é a coautora da CLARITY Act com Lummis?
A Sen. Kirsten Gillibrand (D-NY) é a coautora no Senado, o que torna o projeto bipartidário — um sinal relevante num ambiente legislativo em que os projetos sobre ativos digitais têm tido dificuldade em atrair apoio democrata.