Os bancos americanos estão coletivamente a carregar cerca de $306 bilhões em perdas não realizadas nos seus balanços, um valor que reaviva preocupações sobre os riscos de estabilidade financeira que abalaram os mercados durante a crise bancária regional de 2023.
Perdas não realizadas desta magnitude refletem tipicamente o impacto da marcação a mercado de taxas de juro mais altas em carteiras de obrigações de longa duração — a mesma dinâmica que levou à queda do Silicon Valley Bank. Enquanto as taxas se mantiverem elevadas, a diferença entre o valor contábil e o valor de mercado continua a ser um ponto de pressão latente para instituições que podem precisar de aumentar a liquidez.
Para os observadores macroeconómicos, o número é um lembrete de que o caminho das taxas do Fed tem consequências para os balanços que vão muito além do custo de novo endividamento.
Perguntas frequentes
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Quais fatores contribuem para as perdas não realizadas nos balanços dos bancos?
As perdas não realizadas devem-se principalmente ao impacto da avaliação a mercado das taxas de juro mais elevadas sobre os portfólios de obrigações de longa duração.
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Como é que estas perdas não realizadas afetam a estabilidade financeira dos bancos?
Estas perdas criam pontos de pressão latentes para os bancos, especialmente se precisarem de aumentar a liquidez enquanto as taxas se mantêm elevadas.