A Zerohash reapresentou um pedido de licença para operar como banco fiduciário nacional nos EUA junto do Office of the Comptroller of the Currency, semanas depois de o regulador ter devolvido o primeiro pedido devido a deficiências materiais. A empresa de infraestrutura cripto sediada em Chicago afirmou que o novo pedido seria «significativamente mais restrito», centrado num subconjunto de atividades fiduciárias nacionais, em linha com o seu calendário de implementação. A Zerohash já opera como banco fiduciário com autorização estadual e fornece infraestrutura cripto para a E*Trade, da Morgan Stanley, e para BlackRock, Stripe, Franklin Templeton, Interactive Brokers e DraftKings.
Porque é que isto importa
O primeiro pedido da Zerohash é o único, entre as candidaturas recentes a licenças para bancos fiduciários cripto, que foi devolvido em vez de ser aprovado preliminarmente ou rejeitado formalmente. A devolução sinaliza que a OCC encontrou deficiências materiais que a empresa poderia corrigir sem uma rejeição definitiva, mas a reapresentação mais restrita também revela ao resto do setor quais os aspetos do âmbito original que deixavam o regulador desconfortável. O período de comentários públicos decorre até 17 de setembro, e o novo processo servirá de referência prática para o grau de ambição que um pedido de licença de banco fiduciário cripto-nativo pode ter na OCC.
Impacto no mercado
A Zerohash ocupa uma posição central na infraestrutura cripto institucional, fornecendo serviços de custódia e liquidação, além da infraestrutura para reservas de stablecoins de que os seus principais parceiros dependem para as próprias ofertas de criptoativos. Um atraso prolongado da OCC significa que esses parceiros continuarão a encaminhar as suas operações através do banco fiduciário já existente e autorizado ao nível estadual, enquanto observam se o regulador federal está a elevar a fasquia para candidatos cripto-nativos. Uma ação por despedimento ilícito movida por um antigo diretor de compliance, que alega ter sido despedido depois de assinalar problemas de conformidade, acrescenta uma camada adicional de escrutínio que os examinadores terão em conta ao analisarem o processo reapresentado.
Perguntas frequentes
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Porque é que a OCC devolveu o primeiro pedido da Zerohash para um banco fiduciário?
No mês passado, a OCC devolveu o primeiro pedido da Zerohash para um banco fiduciário nacional devido a deficiências materiais, sem o aprovar nem rejeitar formalmente. A Zerohash afirmou que a medida foi tratada em coordenação com o regulador e não constituiu uma decisão substantiva sobre o mérito do pedido.
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O que mudou no segundo pedido de licença da Zerohash?
A Zerohash afirmou que o novo pedido é significativamente mais restrito, centrado num conjunto mais limitado de atividades de banco fiduciário nacional e alinhado com o seu calendário de implementação. A empresa apresentou-o como um pedido de aprovação mais focado, e não como uma candidatura abrangente a um banco…
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Quem são os parceiros de infraestrutura cripto da Zerohash?
A Zerohash fornece infraestrutura cripto para a E*Trade, da Morgan Stanley, e para BlackRock, Stripe, Franklin Templeton, Interactive Brokers e DraftKings. A empresa já opera como banco fiduciário com autorização estadual em Illinois.
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Quando termina o período de comentários públicos da OCC?
O período de comentários públicos sobre o novo pedido da Zerohash decorre até 17 de setembro, após o que a OCC prosseguirá a análise do processo reapresentado.
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Que outras questões jurídicas enfrenta a Zerohash?
Um antigo diretor de compliance da Zerohash apresentou na Califórnia uma ação por despedimento ilícito, alegando ter sido despedido depois de assinalar problemas de conformidade. O processo decorre em paralelo com a análise da OCC.
CoinDesk