Michael Saylor e Jack Mallers confrontaram-se num palco da BTC Prague, na quarta-feira, sobre a forma como os investidores devem avaliar a estrutura de capital cada vez mais complexa da Strategy (MSTR), com o debate a centrar-se no múltiplo sobre o valor líquido dos ativos (mNAV) e na questão de saber se as frequentes emissões de ações da empresa são diluidoras. Mallers pressionou Saylor sobre quais títulos pertencem ao cálculo do mNAV, referindo que alguns investidores incluem as convertíveis fora do dinheiro no numerador. A Strategy tem atualmente 6,7 mil milhões de dólares de dívida convertível fora do dinheiro face ao preço atual de 115 dólares por ação, o que significa que não se espera que esses títulos se convertam em ações.
Por que importa
Saylor argumentou que o mNAV é apenas uma das várias molduras válidas — os investidores podem também olhar para os ativos brutos por ação ou para os ativos líquidos por ação, que podem excluir ações preferenciais ou convertíveis consoante a perspetiva. Acrescentou que a distinção importa menos quando a dívida e as preferenciais representam uma pequena fatia dos ativos totais. A verdadeira divergência está na diluição: Mallers desafiou Saylor a nomear uma única transação diluidora, e Saylor respondeu que emitir ações em troca de caixa ou bitcoin não é inerentemente diluidor porque os acionistas recebem um ativo tangível em troca, e que angariar capital reforça o balanço e melhora a solvabilidade.
Impacto no mercado
Saylor apontou o recente reforço de cerca de 100 milhões de dólares nas reservas em dólares da Strategy — agora num total aproximado de 1 mil milhão de dólares — como prova de que o pipeline de emissões está a financiar uma expansão real do balanço, e não diluição contabilística. Para o mercado em geral, o confronto cristaliza uma pergunta a que todas as empresas de tesouraria em bitcoin têm agora de responder: a partir de que ponto é que um mNAV acima de 1 deixa de sinalizar um prémio e passa a sinalizar alavancagem. Os 6,7 mil milhões de dólares em convertíveis fora do dinheiro são a rubrica a que os otimistas e os pessimistas continuarão a voltar.
Perguntas frequentes
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Em que discordaram afinal Saylor e Mallers na BTC Prague?
Mallers desafiou Saylor sobre como o mNAV deve ser calculado — em concreto, se as convertíveis fora do dinheiro pertencem ao numerador — e pressionou-o a nomear uma única transação diluidora. Saylor argumentou que o mNAV é uma das várias molduras válidas e que emitir ações por caixa não é diluidor porque os acionistas…
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Qual é o montante de dívida convertível atualmente em circulação na Strategy?
A Strategy tem cerca de 6,7 mil milhões de dólares de dívida convertível que está fora do dinheiro face ao preço de 115 dólares por ação, o que significa que não se espera a conversão desses títulos em ações nas condições atuais.
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Saylor considera as emissões de ações da Strategy diluidoras?
Não. Saylor argumentou na BTC Prague que emitir ações por caixa ou bitcoin não é inerentemente diluidor porque os acionistas recebem um ativo tangível em troca. Afirmou que as emissões reforçam o balanço, expandem a base de capital e melhoram a solvabilidade.
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Que exemplo deu Saylor para sustentar o seu argumento de não diluição?
Saylor apontou o recente reforço de cerca de 100 milhões de dólares nas reservas em dólares da empresa, elevando as participações totais em USD para aproximadamente 1 mil milhão de dólares, como prova de que a emissão de ações está a financiar uma expansão real do balanço e não diluição contabilística.
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Por que é que o debate sobre o mNAV importa para outras empresas de tesouraria em bitcoin?
O confronto cristaliza uma questão estrutural que todas as empresas de tesouraria em bitcoin enfrentam: a partir de que ponto é que um mNAV acima de 1 deixa de sinalizar um prémio de mercado e passa a sinalizar alavancagem. Os 6,7 mil milhões de dólares em convertíveis fora do dinheiro nos livros da Strategy são a…
CoinDesk