A Chainalysis organizou a "Operation Lighthouse", uma operação de vários dias que utilizou inteligência de blockchain para rastrear redes de divulgação de material de abuso sexual infantil, em colaboração com agências de aplicação da lei e exchanges de criptomoedas, entre as quais a Binance e a Coinbase. A empresa revelou na terça-feira que a operação analisou mais de 29.000 endereços de criptomoedas e identificadores digitais, visou mais de 100 fóruns e hubs distintos e gerou mais de 14.000 pistas de investigação em 125 países, com alguns suspeitos já registados como agressores sexuais.
A National Cyber-Forensics and Training Alliance, sediada em Nova Iorque, acolheu a operação, com a participação da Europol, da Polícia Federal Australiana, da Real Polícia Montada do Canadá e da National Crime Agency do Reino Unido. A empresa de pagamentos Block e organizações sem fins lucrativos, incluindo a Internet Watch Foundation, também contribuíram, descrevendo o esforço como uma iniciativa transversal para cortar aos agressores os meios financeiros de que dependem.
Porquê importa isto
O número de destaque é o total de pistas, mas o verdadeiro sinal é a configuração da parceria. As principais exchanges e empresas de pagamentos estão agora a alinhar-se publicamente com empresas de análise de blockchain e com forças de aplicação da lei transfronteiriças em casos com peso político em cada jurisdição, uma postura que reforça a tese de que a transparência blockchain é um ativo de conformidade, e não um passivo. Danny van Althuis, da Europol, foi direto: os serviços financeiros, os sistemas de pagamentos e as plataformas de internet têm todos de estar dentro.
Impacto no mercado
Para a Binance e a Coinbase, a operação é um impulso reputacional num momento em que os decisores políticos norte-americanos avaliam se as exchanges podem ser guardiãs de confiança da economia on-chain. Apoiar ações de combate ao crime lideradas pela análise forense é agora um requisito mínimo para qualquer plataforma que pretenda conquistar boa vontade institucional e regulatória, e as empresas participantes podem apontar para um resultado operacional concreto. Esperem-se mais operações transfronteiriças desta natureza e mais pressão sobre as exchanges de menor dimensão e mesas OTC que não dispõem de equipas internas de análise para participar.
Perguntas frequentes
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O que foi a Operation Lighthouse?
Uma operação de vários dias organizada pela Chainalysis, que utilizou inteligência de blockchain para investigar redes de divulgação de material de abuso sexual infantil, em parceria com exchanges e agências de aplicação da lei em todo o mundo.
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Quantas pistas gerou a operação?
Segundo a Chainalysis, a operação gerou mais de 14.000 pistas de investigação em 125 países, após a análise de mais de 29.000 endereços de criptomoedas e identificadores digitais.
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Que exchanges participaram na operação?
A Binance e a Coinbase foram indicadas como exchanges participantes, juntamente com a empresa de pagamentos Block e especialistas de organizações sem fins lucrativos como a Internet Watch Foundation.
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Que agências de aplicação da lei estiveram envolvidas?
A National Cyber-Forensics and Training Alliance acolheu a operação em Nova Iorque, contando com a participação da Europol, da Polícia Federal Australiana, da Real Polícia Montada do Canadá e da National Crime Agency do Reino Unido.
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Porque é que a operação é relevante para a indústria das criptomoedas?
Sinaliza que as principais exchanges e empresas de pagamentos estão a apoiar publicamente a análise forense de blockchain como a camada de combate ao crime on-chain, reforçando a tese de que a análise de cadeias é um ativo de conformidade, e não um passivo reputacional.
CoinDesk